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 Newsletter 53

 Em destaque                                              

julho - setembro 2019

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Fomos citados...

 

Tem um objetivo tão relevante e meritório quanto ambicioso, o projeto “Nós, Portugueses”: recolher, em base de dados, para pesquisa e consulta, informações diversas para o maior número possível de cada um de nós, portugueses, entre o século XVI (1536) e o século XX (1911), tendo como fonte os registos paroquiais. Da leitura dos mesmos, pretende-se não só elencar os portugueses, mas conhecer taxas de natalidade e morte, índices de fecundidade e de esperança de vida, literacia e estrutura profissional,  migrações internas e toponímia, entre outros dados estatísticos e casuísticos.

Por não constituírem um género literário de forte tradição em Portugal, as obras memorialistas, quando centradas na narrativa de acontecimentos vividos pelos seus autores, são um valioso documento histórico e também humano. E, quando tal testemunho se cruza com o exercício das funções de secretário-geral do Ministério das Finanças e de director-geral da Fazenda Pública entre os últimos anos da 1.ª República e o início do Estado Novo, então essas memórias adquirem redobrada importância para a história das instituições. A leitura da obra “Memórias da Vida Pública”, de Alberto Xavier, afigura-se, assim, indispensável para quem se interesse pela história do Ministério das Finanças daquele período. Veja a capa

InVejamos

 

Muito se tem avançado nas últimas décadas na historiografia empresarial. Para tal, tem contribuído a atenção que vem sendo dada pelas empresas aos seus arquivos, mas também a criação de condições de acesso à documentação sobre as mesmas que existe nos arquivos públicos, a qual, aliás, se pode revelar de extrema importância para as investigações que se empreendem .

Prova disso, é o livro “Jerónimo Martins: Factos e Histórias, 1792-2017”, da autoria de Rita Almeida de Carvalho. Ainda que resulte da organização do arquivo histórico do Grupo Jerónimo Martins, o livro é também tributário do acervo documental do ACMF, podendo um exemplar do mesmo ser consultado na Biblioteca Central, oferta da autora, a quem se agradece. Veja a capa

 

Páginas soltas

Trabalhos realizados

Até 1974, as Câmaras Municipais, quando precisavam de contrair um empréstimo - ou, até, adquirir uma camioneta, um trator ou qualquer outro equipamento em prestações -, necessitavam da autorização do Ministério das Finanças, que analisava as contas camarárias por forma a verificar se o município tinha ou não condições financeiras para suportar os encargos dos financiamentos.

No ACMF, existe uma vasta série documental relativa aos empréstimos solicitados pelas Câmaras Municipais. Balizada entre 1908 e 1975, esta série é uma preciosa fonte documental para todos aqueles que se dedicam ao estudo da história local, uma vez que através destes processos se consegue traçar o quadro socioeconómico do País,

perceber quais os sectores onde o investimento municipal se fazia sentir com mais insistência, comparar os investimentos díspares entre os diversos municípios do País, etc.

Concluído no último trimestre um projeto de digitalização que se estendeu ao longo dos últimos anos, pode agora aceder-se, no Arquivo Digital, à totalidade das cópias digitais dos 2566 processos que

compõem esta série documental, num total de cerca de 345 mil imagens.

Depois do artigo que publicou na revista Artis, a que demos destaque na newsletter n.º 39 do ACMF, Ana Anjos Mântua voltou à figura de Nevada Hayes, mulher do infante D. Afonso, duque do Porto, desta feita dedicando-lhe o romance histórico “A americana que queria

ser rainha de Portugal”.

Ao aprofundar a sua investigação, que a levou a facetas desconhecidas de Nevada Hayes, a historiadora decidiu fazer uma biografia, que depois acedeu converter em romance, narrado na primeira pessoa, devido à vivência multifacetada da personagem, sem, contudo, abrir mão do rigor histórico.

Como havia acontecido no estudo inicial, também para esta obra foi crucial a consulta do processo de imposto sucessório do infante D. Afonso, em poder do ACMF. Veja a capa

Além de constituírem uma fonte prosopográfica de singular riqueza, onde se concentra informação pessoal, familiar, patrimonial e económica sobre os seus titulares, os vulgarmente chamados “processos de imposto sucessório” são  também capazes de dar testemunho do lado mais pitoresco de cada época, com as suas mentalidades, gostos e crenças.

Tal é o caso do recibo agora divulgado, apresentado à repartição de finanças pela mãe da falecida, titular do processo, com vista a deduzir-se, no imposto a pagar, o valor do que se considerava ser uma despesa de saúde...Clique na imagem

No último trimestre, concluiu-se o registo dos processos de imposto sucessório dos serviços de finanças de Almeida e de Meda, num total de 14.030 e de 9.541 registos, respectivamente.

Foram incorporados processos de dois novos serviços de finanças do distrito de Viseu - Tondela e Oliveira de Frades -, contando este último já com 3960 registos feitos. Também o serviço de Viseu 1, do mesmo distrito, soma já 7.757 registos inseridos em base de dados.

No Arquivo e Biblioteca Digital, publicaram-se 137.386 imagens, referentes essencialmente a empréstimos às Câmaras Municipais, bens cultuais, imposto sucessório e estudos sobre modernização administrativa.

 

E incitamos...